Mesmo após período de uso emergencial, gestantes não devem ser incluídas no Plano Nacional de Imunização contra o coronavírus. Mas e depois?

Com o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, a população ainda encara algumas dúvidas sobre quais grupos terão prioridade no período de uso emergencial e quem, pelo menos inicialmente, não poderá se vacinar contra o coronavírus. Entre os principais questionamentos está a possível exclusão de gestantes do grupo de possíveis vacinados após o período de uso emergencial. Afinal, grávidas poderão se vacinar contra a Covid-19?

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a questão ainda precisa ser tratada com cautela, pois não houve inclusão de gestantes, puérperas e lactantes nos grupos de estudo das vacinas aprovadas até agora em território nacional (Oxford/AstraZeneca/Fiocruz e Butantan/Sinovac). A instituição declarou à Veja Saúde que, inicialmente, o ideal é que mulheres que estiverem nesses momentos aguardem até que parte da população em geral seja imunizada para que possíveis impactos negativos na mãe e no bebê sejam projetados.

Por isso, é importante analisar os resultados posteriores dos testes das vacinas já disponibilizadas e aguardar estudos de outros imunizantes que podem chegar em território brasileiro. O cuidado deve existir porque, além de garantir a imunização, a vacina precisa ser segura em relação a questões específicas da gestação, como parto prematuro e má formação do bebê.

Por isso, a recomendação para mulheres que querem engravidar nos próximos meses é de aguardar a aplicação das duas doses previstas do imunizante para dar início às tentativas. No entanto, os médicos lembram a importância de gestantes manterem a carteirinha de vacinação atualizada contra outras doenças, como a Hepatite B e a Influenza, garantidas nos postos de saúde e também em clínicas privadas.

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